Meu camarada ludovicense, Reges Mário, repassou o comentário de um internauta acerca de programas sociais tipo Bolsa-Família. para o qual emitimos nossa opinião mais abaixo:
“O que eu sei, na verdade, é que não gosto e ninguém gosta de trabalhar o dobro para sustentar quem nem conhece e que nada faz. Daria uma contribuição, sem a menor dúvida e sem gritar, se, por todo o dinheiro dado, se exigisse retribuição laboral …Dar atoa, a quem nada faz, parece-me insulto aos que trabalham para ganhar o seu pão. Pior ainda, se isto é feito por um Governo gastador e delinquente, que gasta além do que ganha, e gasta mal e com seus “cumpanheros”! Ninguém quer pagar a grana gasta pelos Sujeitos da Posse dos Cartões Corporativos, que fazem das leis, aparentemente sociais e de distribuição de renda, instrumento meramente populista que lhes propicia continuarem no Poder.”
Comentário do blog:
Há muita simplificação aqui, meu caro Reges.
Pelo raciocínio exposto, todos começaram em pé de igualdade e uma parte “resolveu”, de repente, cruzar os braços prá ser sustentada pelos “laboriosos, altruístas e incansáveis ricos”.
Esqueceu-se completamente a História, antiga e recente, e os modos nem sempre louváveis de acumulação de riquezas que têm gerado abismos entre os níveis de oportunidades dados às diferentes camadas…
“…sustentar quem nem conhece e que nada faz”:
- NÃO são sustentados (o que recebem está longe, muito longe de ser um sustento, na acepção da palavra, pois não chega no mínimo que possa garantir a dignidade humana)
- Sobre o “nem conhece”: mentira! Conhecemos sim! É só baixar o vidro escurecido pelo fumê do Corrolla ou do Agile e veremos milhões deles. Podemos até ser amigos deles se não tivermos contaminados por esse nojo odioso do referido texto.
- Sobre o “nada faz”. Essa chega a doer, é quase nazista. O autor dessa pérola certamente não hesitaria em exterminar “essa gentalha improdutiva”, “essa gente diferenciada”.
“Dar atoa, a quem nada faz, parece-me insulto aos que trabalham para ganhar o seu pão”.
Aqui, nossa pobre vítima esqueceu que não trabalhar nem sempre (quase nunca) é exatamente uma opção. Aliás os ricos o são ricos em grande medida por obstarem à maioria o acesso ao trabalho pela super-exploração dos empregados ou pela substituição destes por tecnologia (bê-á-bá do capitalismo)
No tocante à parte do “governo delinquente” longe de mim defendê-lo.
A petralhagem petista não pode, contudo, obscurecer nosso papel de devedores (sim!!Devedores!!!) do ponto de vista histórico, dessa massa humana que precisa ser resgatada para a dignidade, para o SER efetivamente humano.


























